ARTISTAS E HQS

Thursday, May 20, 2010

Raio Negro e Velta nº 2, mais um fantástico lançamento do Emir Ribeiro!


Desta vez, não escreverei um texto pessoal, mas, usarei emprestada a resenha feita pelo colega de blog César Silva.

O original está em:



Por César Silva


Uma nova surpresinha para os fãs dos quadrinhos brasileiros é a segunda edição do crossover Raio Negro & Velta, gibi publicado pela editora Júpiter II, de José Salles, recentemente agraciada com o Troféu Jayme Cortez por seu apoio ao quadrinho nacional.
Desta vez, a dupla de heróis - o clássico Raio Negro de Gedeone Malagola e Velta, a gigante loura de Emir Ribeiro - enfrentam o Garra Cinzenta, vilão lendário dos primórdios do quadrinho brasileiro, criação de Francisco Armond (pseudônimo de Helena Ferraz) e Renato Silva, publicado originalmente no suplemento A Gazetinha, nos anos 1930.
Em "A volta do Garra Cinzenta", mortes misteriosas entre os chefões do crime chamam a atenção de Raio Negro que busca pela ajuda de Velta na investigação do caso. A detetive conclui que, décadas depois de sua morte, o Garra Cinzenta está retomando o controle da bandidagem. Não fica claro como o vilão voltou dentre os mortos, se é um impostor ou um imitador, mas tudo leva a crer que se trata do mesmo homem, um gênio do crime que dispõe de uma tecnologia tão misteriosa quanto mortal. Os dois heróis preparam uma armadilha para o vilão e o confronto vai ser imprevisível. O final é aberto, o que sugere uma sequência.
A revista é bem produzida, com desenhos de Emir Ribeiro, que deve ter escrito também o roteiro. O miolo foi impresso em preto e branco, com acabamento em meios tons, e a capa, em cores, vem num cartão reforçado que dá bom corpo ao exemplar. O preço de capa é de R$3,00, e a revista pode ser encontrada em gibiterias e diretamente com a editora. Mais sobre este e outros lançamentos da editora Jupiter II, pode ser lido no blogue da editora."


Concluída a leitura do texto do César Silva, eis que, no mesmo blogue, algum lunático usando o apelido de "Mephisto" postou o seguinte e desvairado comentário:
"Sinceramente, o mundo seria um lugar muito melhor se Emir Ribeiro não tivesse nascido. "
Somente uma mente doentia poderia comportar esse ódio irracional e inexplicável por um artista que apenas publica seu trabalho direcionado para um público cativo e específico.
Isto é, nenhum leitor de quadrinhos está obrigado a ler as revistas do Emir. Ninguém lê gibi compulsóriamente.

É bem diferente, por exemplo, da música. Esta, em muitos casos, pode ser ouvida sem que queiramos, quando alguém sem respeito ou educação liga um aparelho de som a todo volume. Com quadrinhos, isso não pode ocorrer. Só lê quem vai numa banca ou gibiteria e compra o gibi. Não há, portanto, quem possa acusar o Emir Ribeiro de forçar qualquer um a consumir seus quadrinhos. Ele está publicando regularmente apenas para quem aprecia seus estilo.

Então, porque causa reações furiosas de certas criaturas, a ponto destas desejarem até SUA MORTE? Fica difícil de entender.

Volto então às hipóteses que explicitei em meu primeiro artigo...





Após perder tempo com animalejos como o tal "Mephisto", retrocedamos, pois, ao que interessa. A edição VELTA e RAIO NEGRO Nº 2 está sendo vendida, e quem tiver interesse, siga as instruções abaixo.


Tanto Emir quanto o José Salles, estarão vendendo, além das bancas do sistema integrado da gibiteria Comix Book Shop, SP.


1) Para comprar ao Emir : Deposite R$ 5,00 (valor somado da edição + porte simples) na conta nº 747-0, agência 0548, da Caixa Econômica Federal, e em seguida envie cópia do comprovante de depósito, junto com o endereço para o qual deverá ser expedida a edição. Outra opção, em vista do valor baixo, é a conversão deste em selos novos de correio.
Endereços: Emir Lima Ribeiro - emir_ribeirojp@yahoo.com.br

Caixa Postal 10.001
Acf. Jaguaribe
Cep: 58015-970
João Pessoa, PB.


2) Para comprar ao José Salles: entrem em contato através dos endereços:

José Salles -
smeditora@yahoo.com.br
Caixa Postal 95
Cep.: 17201-970
Jaú, SP.


Capitão Caravela





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Thursday, April 16, 2009

SAMICLER E O COMETA


Realmente, a súcia de moleques sem neurônios vive a tentar, de todas as formas, desacreditar e sepultar qualquer chance dos artistas de quadrinhos brasileiros ao menos mostrarem seu trabalho ao público do seu próprio país.

Bem sabemos quem são essas figuras infames, os quais, geralmente, se dividem em três facções:


1 - fãs irracionais dos super-heróis americanos ou dos mangás japoneses, altamente alienados;


2 - fracassados roteiristas e/ou desenhistas de quadrinhos nacionais que não tiveram competência para se destacarem, e procuram despejar suas frustrações sobre aqueles que obtiveram algum êxito;


3 - um grupo híbrido, que se compõe da união de elementos das duas facções acima. Ou seja, são também quadrinistas incompetentes e fãs irracionais com as cabeças deturpadas pelos comics e/ou mangás.

O alvo principal dessa turba, como já dito anteriormente, é o veterano quadrinista paraibano Emir Ribeiro. Acontece que, para desespero e fúria incontida dessa súcia, o paraibano fez discípulos, os quais também já começam a se transformar em mais uma pedra nos sapatos apertados dessa gente descerebrada.

É o caso do catarinense Samicler Gonçalves, que também lançou seu super-herói há alguns poucos anos: o Cometa.

Samicler também percebeu (ou observou bem as ações e resultados do Emir Ribeiro) que a melhor forma de se projetar e fazer sua criação ser conhecida, é, primeiramente manter uma certa perenidade da publicação, primar pela qualidade artística e editorial do seu gibi, e sobretudo, não desistir de publicar, fazendo sempre seu próprio mershandising.

Uma outra acertada decisão de Samicler é a opção declarada por divulgar seus colegas brasileiros e respectivos personagens, na própria revista do Cometa, através da promoção de encontros entre os criações de diversos autores, inclusive os saudosos heróis brasileiros dos anos 60.

Para ser bem sincero, eu não esperava que alguém tão novo tivesse o discernimento de perceber que esse é o caminho certo a seguir, uma vez que a maior parte dos novos quadrinistas são extremamente egocêntricos, ainda ligados nos velhos e superados clichês de super-heróis, e principalmente, absolutamente fechados até às críticas construtivas.

É bem verdade que o Cometa não é nenhuma perfeição em termos criativos, afinal comete alguns deslizes, como por exemplo: se declarar abertamente fã do Super-Homem e deixar isso patente no seu gibi, inclusive com citações e desenhos sobre o antigo personagem americano; e se calcar ainda em soluções desses depreciados e fadigosos super-heróis americanos. Porém, percebo que Samicler vai percebendo aos poucos que é preciso mudar certas posturas arcaicas, e acredito que ele fará mais mudanças até que o Cometa se desenvolva e evolua, ficando sustentado por bases mais sólidas e identificadas com o nosso país. Desenhos num nível excelente de qualidade, ele já tem. Falta agora promover mudanças nos roteiros e na estruturação do personagem.

E a título de sugestão, que a meu ver faria o Cometa arremeter num vôo ascendente: que tal passar umas três ou quatro próximas histórias do herói para serem escritas pelo próprio Emir Ribeiro? Seria uma união imbatível e que elevaria o Cometa a um patamar muito mais alto, e definitivamente transcedendo os limites e regrinhas que saturaram e levaram o gênero dos heróis à atual situação de estagnação e falta de inovações.


Capitão Caravela

Na imagem: Capa do Cometa nº 6, onde estão reunidos o protagonista, O ESCORPIÃO (de Rodolfo Zalla, anos 60), RAIO NEGRO (de Gedeone Malagola, anos 60) e NOVA (de Emir Ribeiro, criada nos anos 70, mas ainda publicada).

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